LUANDA – Um grupo de 24 ciclistas uniu esporte e solidariedade ao pedalar cerca de 500 quilómetros, de Luanda a Lobito, para sensibilizar comunidades sobre a neurodiversidade. Realizada entre 7 e 9 de Agosto, a segunda edição do “Pedal da Neurodiversidade” mobilizou cidadãos e quebrou preconceitos em torno de condições como Autismo, TDAH e Dislexia.
A iniciativa, liderada por Hélder Chipenda e patrocinada pelo Grupo OMATAPALO, foi mais do que uma jornada física. Foi um movimento de empatia que levou informação a famílias e instituições. O grupo de voluntários, que incluiu o atleta paraolímpico Paulo Silva e duas ciclistas, enfrentou um percurso desafiador pela Estrada Nacional EN100, com destaque para a exigente subida do Kikombo, no Cuanza Sul. A segurança do evento foi garantida pelo apoio da Polícia Nacional e do INEMA.
Segundo Hélder Chipenda, a recepção das comunidades foi um sinal de que a mensagem está a chegar, mas também de que “ainda há muito a fazer”. O apoio dos patrocinadores, que garantiu o suporte logístico, financeiro e em géneros como alimentação e hidratação, foi crucial para o sucesso da ação.
Durante o trajeto, especialistas em Educação Especial e terapeutas realizaram sessões de sensibilização, alertando sobre a importância do diagnóstico precoce de transtornos como o do espectro autista (TEA) e do acompanhamento especializado. A chegada a Lobito foi celebrada com encontros comunitários que incentivaram o diálogo sobre inclusão e inspiraram outras acções semelhantes.
A história do Pedal da Neurodiversidade destaca como a união de esforços pode transformar a sociedade, mostrando que cada quilómetro pedalado é um passo na construção de uma Angola mais informada e acolhedora para todos.

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