Polícia Nacional de Angola assinala 50 anos sob polémica protocolar Manuel Homem sem honra de Ministro

Polícia Nacional de Angola assinala 50 anos sob polémica protocolar Manuel Homem sem honra de Ministro
Notícia – Polícia Nacional de Angola
HORA DE LUANDA
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Polícia Nacional de Angola assinala 50 anos sob polémica protocolar — Manuel Homem sem honra de Ministro —

Polícia Nacional de Angola assinala 50 anos sob polémica protocolar

Luanda — Redacção

As celebrações dos 50 anos da Polícia Nacional de Angola, realizadas no Instituto de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem”, ficaram marcadas por uma leitura crítica nos bastidores políticos e institucionais quanto ao papel desempenhado pelo Ministro do Interior, Manuel Gomes da Conceição Homem.

A cerimónia central foi presidida pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Francisco Pereira Furtado, que assumiu a revista às forças em parada a bordo do jipe protocolar — um momento tradicionalmente associado à tutela directa do sector policial.

A opção, embora enquadrável no plano formal por ter sido o general Furtado a presidir ao acto em representação do Chefe de Estado, está a gerar interrogações entre observadores sobre o simbolismo político da cerimónia. Isto porque o Ministro do Interior, figura que tutela directamente a Polícia Nacional, limitou-se a acompanhar o acto a partir da tribuna, sem protagonismo operacional na passagem das forças.

Fontes ligadas ao sector da segurança admitem que, do ponto de vista estritamente protocolar, quem preside à cerimónia tem legitimidade para efectuar a revista à parada. Ainda assim, analistas ouvidos consideram que, em efemérides institucionais de forte carga simbólica — como o cinquentenário da corporação —, seria expectável um papel mais central do titular da pasta do Interior.

“A legalidade protocolar não elimina a leitura política”, observou um especialista em assuntos de defesa e segurança, sublinhando que a imagem pública transmitida pode ser interpretada como um esvaziamento de protagonismo do ministério sectorial.

Durante a solenidade, que contou também com a presença do Comandante-Geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Monteiro Ribas da Silva, forças policiais desfilaram perante as entidades nacionais e delegações estrangeiras da CPLP e da SADC, num ambiente de exaltação institucional.

Apesar do brilho do desfile e das mensagens oficiais de reforço da segurança pública, a configuração protocolar do acto tende a alimentar leituras sobre o equilíbrio de poder no sector da ordem interna — um tema sensível num momento em que a governação da segurança continua sob escrutínio público.

Até ao momento, não houve esclarecimento oficial sobre os critérios específicos que determinaram a distribuição de papéis na cerimónia.