Contrariedades na mina do Tcheji

Contrariedades na mina do Tcheji
Diamantes • Lundas

Contrariedades na mina do Tcheji

Fontes do projecto mineiro do Tcheji, que abarca as províncias da Lunda Sul e Lunda Norte, indicam que as coisas não caminham bem nesta concessão diamantífera de algum tempo a esta parte.

As makas na mina explorada pelos portugueses da Engevia, depois de adquirirem direitos de sócios angolanos incapacitados de pôr o projecto a funcionar, adensaram-se por conta de um sócio luso que, mesmo à distância, aufere um salário de cerca de 600 mil kwanzas, enquanto os demais nada recebem.

Soube-se que o então representante do consórcio Tcheji na mina de diamantes explorada pela empresa portuguesa Engevia, nas Lundas Norte e Sul, decidiu desencadear uma campanha para substituir os actuais membros do Conselho de Gestão do referido consórcio.

Chama-se Luís Teixeira que, de acordo com a nossa fonte, “é o único sócio do consórcio que aufere um salário que ronda os 600 mil kwanzas”, tendo-se juntado ao angolano Olainde Camache Catulichi, “um indivíduo de idoneidade duvidosa, que tem se apresentado como advogado quando, em boa verdade, tem apenas o segundo ano do curso de direito”.

“A mina está a funcionar (…) mas o que nos inquieta é a intenção de colocar à frente dela um indivíduo que nem sequer tem cédula de advogado.”

Ainda de acordo com o mesmo contacto, a intenção de Luís Teixeira é colocar o alegado jurista Olainde Catulichi a gerir os dinheiros do consórcio, actualmente dirigido por um grupo de sócios com formação académica sólida.

A fonte acrescenta que este projecto mineiro foi criado para acomodar antigos governadores das duas Lundas e antigos combatentes que, não conseguindo operacionalizá-lo, decidiram vendê-lo para melhorar a sua qualidade de vida.

Contactado por este jornal, o luso Luís Teixeira limitou-se a afirmar que já não faz parte da mina.

“Já saí de lá”, disse o português, sem avançar mais detalhes.

Note-se que o consórcio Tcheji, composto por vários sócios, vendeu a concessão diamantífera à Engevia por 12 milhões de dólares.