Luanda, 25 de Agosto de 2025 – O partido espanhol Sumar apresentou uma iniciativa no Congresso exigindo que o Governo central e os organizadores da Vuelta a Espanha expulsem a equipa Israel-Premier Tech, que o partido acusa de ter “laços com o genocídio na Palestina”. Apesar do pedido, a equipa continua a participar no evento, sem que as autoridades tenham se pronunciado sobre a exclusão.
A iniciativa de Sumar, apresentada na última semana, argumenta que o desporto de alto nível realizado em Espanha deve ser consistente com os compromissos do Estado com os direitos humanos e o direito internacional humanitário.
O partido recorda que o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) emitiu medidas cautelares em relação às ações de Israel em Gaza, “considerando plausíveis as denúncias de genocídio”.
Sumar descreve como “inaceitável” que apoios públicos sejam utilizados para promover ou normalizar “equipas ou estruturas desportivas que funcionam como veículos de branqueamento institucional de tais atividades”.
A coligação de esquerda exige que todos os patrocínios públicos incluam “cláusulas de diligência ética e de direitos humanos” que permitam a exclusão de equipas que contribuam para “encobrir crimes internacionais”.
Até o momento, a organização da Vuelta não se pronunciou publicamente sobre o pedido de Sumar, e a equipa Israel-Premier Tech segue na competição.
Fontes próximas à equipa confirmam que o foco está no desempenho na corrida.
O grupo político de Sumar também questionou o governo sobre se, em caso de recusa da organização em excluir a equipa, retiraria todo o apoio público à Vuelta.
A questão, no entanto, permanece sem resposta oficial.
