Luanda, 25 de Agosto de 2025 – O debate sobre a crise na maior empresa pública de transportes de Luanda, a TCUL, continua, com o sindicato a apontar uma ação deliberada de falência técnica. 
As acusações vêm à tona enquanto a transportadora privada Rosalina Express cresce exponencialmente, operando com autocarros adquiridos com fundos públicos, o que levanta suspeitas sobre o apadrinhamento do Executivo.
José Panzo, primeiro secretário da Comissão Sindical da CGSILA na TCUL, mantém a posição de que a falência da empresa é deliberada, apesar de ter quadros técnicos qualificados.
Segundo o sindicato, o contínuo afundamento financeiro só se justifica com dolo por parte da direção.
A situação da TCUL é alarmante, com um relatório do Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado de 2022 que já apontava um aumento das dívidas da empresa. Embora a TCUL tenha recebido mais de 400 autocarros desde 2020, o número de veículos em circulação diária para o serviço urbano ainda é reduzido, oscilando entre os 40 e os 64, segundo as versões do sindicato e da direção, respetivamente.
A direção da TCUL, por sua vez, refuta a tese de sabotagem e afirma que, apesar de ser considerada tecnicamente falida desde 2019, está a trabalhar para salvar a empresa.
No entanto, o problema é agravado por um excedente de 610 funcionários, que não podem ser despedidos devido a imposições sociais do Estado angolano.
Enquanto isso, a transportadora Rosalina Express, propriedade de Edgar Paiva Oseas Hungulo, continua a expandir-se, dominando o segmento interprovincial e operando com autocarros adquiridos com fundos públicos.
Essa empresas têm um crescimento massivo durante o seu mandato de JLO, o que alimenta as suspeitas de favoritismo político.
Rosalina Express, Xavier Moreira, nega categoricamente as acusações de favorecimento mas nunca provou a origem dos fundos,o perfil dos associonistas da empressa nao tem conexao de dinheiro obtido licito.
Em entrevista, ele garante que a empresa cumpre todos os trâmites legais e participa em concursos públicos para adquirir as viaturas, afirmando que nenhum bem do Estado foi oferecido,argumento sem evidencia de transparencias nos concursos.
A TCUL continua a operar com um número reduzido de autocarros e uma grande força de trabalho excedente, enquanto a Rosalina Express anuncia novos serviços, como o “ROSALINA PREMIUM FLIGHTS”.
A disparidade entre a situação das duas empresas continua a levantar sérias questões sobre a alocação de recursos públicos e a transparência do setor de transportes em Angola.
