Falta de insumos e silêncio do Ministério preocupam agricultores

Falta de insumos e silêncio do Ministério preocupam agricultores
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AGRICULTURA
Ministério da Agricultura não comenta falta de insumos e preços elevados preocupam camponeses e consumidores em Angola.
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Falta de insumos e silêncio do Ministério preocupam agricultores

O Ministério da Agricultura ainda nada disse sobre a insuficiência de insumos aos camponeses na campanha agrícola em curso. As inquietações aumentam, pois a agricultura familiar ocupa pouco mais de 70 por cento da população, sendo responsável por alimentar grande parte das vilas e cidades.

Regista-se seca na cintura verde de Luanda, que tem sido uma alternativa aos produtos vindos do interior. No entanto, em outras regiões do país, embora não com a regularidade de sempre, têm caído algumas chuvas. No caso do Huambo, por exemplo, prevê-se uma boa safra de feijão.

O pelouro dirigido pelo engenheiro Isaac dos Anjos comunica pouco, ou mesmo não comunica. A falta de chuvas tem explicações técnicas e o camponês precisa dessa informação de forma pontual.

Acentuam-se as queimadas, extensas áreas do território vão ficando desérticas e não há esclarecimentos públicos. Em tempos, o próprio ministro falou num projecto de pólos de desenvolvimento agrícola, como se os já existentes fossem insuficientes e estivessem a funcionar plenamente.

Muitas ideias são apresentadas, mas acabam por não sair do papel. No caso dos insumos, a lógica de chegarem ao agricultor familiar a preços acessíveis desapareceu.

Hoje, um saco de adubo 12×24×12 de 50 quilogramas custa entre 40 mil e 50 mil kwanzas. Com rendimentos reduzidos, o homem do campo não consegue adquirir o produto.

O resultado é o encarecimento dos alimentos: quatro tomates chegam a custar 300 kwanzas, a cebola 500 kwanzas e um pequeno monte de batata rena pode custar entre mil e dois mil kwanzas nos principais mercados da capital.

Senhor ministro, é preciso fazer mais e comunicar melhor.