Os ex-trabalhadores da base Sonils, subsidiária da Sonangol, enviaram uma carta ao Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, solicitando a sua intervenção direta no processo extrajudicial que envolve a direção da empresa e dezenas de funcionários despedidos.
Segundo o documento, os trabalhadores alegam terem sido afastados de forma “injusta”, após períodos de serviço que variam entre 5 e 21 anos, sem que os seus direitos laborais fossem devidamente salvaguardados.
A carta, que se encontra no gabinete presidencial, relata ainda que os representantes dos ex-trabalhadores reuniram-se com a direção da Sonils em diferentes momentos entre 2024 e 2025.
Nessas ocasiões, foram discutidas propostas para uma possível resolução do conflito. A empresa chegou a apresentar três mapas de cálculos de valores, mas, após sucessivos adiamentos, encerrou unilateralmente as negociações.
“Menos de 24 horas depois de pedirem mais 15 dias para responder, os advogados da empresa enviaram uma carta a informar que já não haveria negociações”, descreve a carta enviada à Presidência.
Além do pedido de intervenção dirigido a João Lourenço, os ex-funcionários afirmam ter solicitado igualmente uma posição ao Presidente do Conselho de Administração da Sonangol e ao ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, mas sem resposta até ao momento.
Os trabalhadores dizem esperar que a Presidência da República analise o caso e encontre uma solução que permita a reposição dos seus direitos, lembrando que a decisão da empresa deixou várias famílias em situação de vulnerabilidade.
