As províncias do Moxico e da Lunda-Sul vão passar a estar ligadas por um novo ramal ferroviário com uma extensão aproximada de 260 quilómetros, numa obra considerada estratégica para a integração económica regional e para o reforço da mobilidade interna no Leste de Angola.
O projecto prevê a ligação directa entre as capitais provinciais, criando um novo eixo logístico ferroviário que deverá impulsionar o transporte de mercadorias, facilitar a circulação de pessoas e dinamizar a actividade económica numa das regiões historicamente menos integradas à malha ferroviária nacional.
Auto de consignação marca arranque formal
O arranque formal da empreitada foi assinalado hoje com a realização do auto de consignação, acto que decorreu sob orientação do Ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu.
Segundo informações oficiais, a obra enquadra-se na estratégia do Executivo angolano de reforçar as infra-estruturas de transporte como instrumento de desenvolvimento económico, coesão territorial e integração regional.
Integração regional e impacto económico
O projecto insere-se igualmente na estratégia de integração da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), facilitando o escoamento de produtos, o comércio transfronteiriço e a ligação de Angola aos mercados regionais.
Especialistas do sector dos transportes consideram que a nova ligação ferroviária poderá reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das economias locais e atrair investimento para áreas como mineração, agricultura e indústria transformadora.
Prazo de execução
De acordo com o planeamento apresentado, a conclusão da obra está prevista para um período de cinco anos.
O desafio, sublinham analistas, será garantir o cumprimento dos prazos, a transparência na execução financeira e a sustentabilidade futura da infra-estrutura, evitando atrasos e derrapagens que têm marcado projectos públicos de grande dimensão no passado.
Se concretizado conforme o previsto, o novo ramal poderá representar um passo relevante na redução das assimetrias regionais e no reforço do papel de Angola como plataforma logística na África Austral.
